Serra Verde desafia China com produção de terras raras e fatura alto agora

Serra Verde desafia China com produção de terras raras e fatura alto agora

A mineradora brasileira Serra Verde está se preparando para competir com a China no mercado de terras raras escassas, minerais valiosos utilizados em tecnologias avançadas. A empresa espera que cerca de um terço de sua produção futura venha desses minerais, que são atualmente dominados pela China. Recentemente, a Serra Verde foi vendida para a americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, e sua operação em Goiás, conhecida como Pela Ema, está passando por uma expansão para aumentar a produção de óxidos de terras raras de 100 toneladas métricas por ano para cerca de 6.400 toneladas anuais até o fim do próximo ano. Além disso, a empresa firmou um contrato de fornecimento de 15 anos com um parceiro apoiado pelos EUA, com preços mínimos de US$ 2.050 por quilo para o térbio e US$ 575 por quilo para o disprósio, que serão destinados exclusivamente a mercados ocidentais.

O mercado de terras raras está passando por uma onda de investimentos, impulsionada pela necessidade de diversificar a oferta fora da China, que atualmente domina o mercado. No ano passado, a China ameaçou paralisar a indústria ao restringir exportações, reforçando a urgência por uma diversificação da cadeia de suprimentos. A Serra Verde está se beneficiando desse movimento, com sua produção futura em Pela Ema destinada a incluir cerca de 32% de térbio e disprósio, elementos essenciais para ímãs de alto desempenho. Além disso, a empresa está avaliando a possibilidade de realizar parte do processamento de separação de óxidos no Brasil, o que poderia aumentar a previsibilidade de receita e destravar novos projetos no país. A volatilidade dos preços das terras raras é um fator importante a ser considerado, e a Serra Verde está trabalhando para desenvolver um modelo de precificação que não esteja atrelado a benchmarks asiáticos.

A estratégia da Serra Verde de se concentrar em terras raras escassas é uma aposta para garantir uma posição competitiva no mercado. Com a demanda por esses minerais aumentando rapidamente, devido ao crescimento da indústria de tecnologia, a empresa está se posicionando para suprir essa demanda. Além disso, a parceria com a USA Rare Earth e o contrato de fornecimento de longo prazo com um parceiro apoiado pelos EUA fornecem uma base sólida para a empresa. A diversificação da cadeia de suprimentos é um fator-chave para a Serra Verde, e a empresa está trabalhando para garantir que sua produção seja destinada a mercados ocidentais, reduzindo a dependência da China.

A expansão da operação em Goiás e a possibilidade de realizar parte do processamento no Brasil são fatores importantes para a Serra Verde, pois podem aumentar a eficiência e reduzir os custos. Além disso, a empresa está se beneficiando da tendência de investimentos no setor de terras raras, que está impulsionada pela necessidade de diversificar a oferta fora da China. Com a previsibilidade de receita aumentada e a possibilidade de destravar novos projetos no país, a Serra Verde está se posicionando para ser uma das principais player no mercado de terras raras escassas.

Camillo Dantas

Camillo, redator apaixonado, especialista em criar conteúdos envolventes e impactantes para o site. Viaja e estuda incessantemente para produzir textos únicos, inspiradores e precisos.

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