Ministros de 11 países lideram exigência de cessar-fogo total na crise Iran-Israel

Os ministros das Finanças de 11 países, liderados pelo Reino Unido, emitiram um pedido de cessar-fogo total na guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, destacando que o conflito terá impactos econômicos graves, tanto nos países diretamente envolvidos quanto nos mercados globais. Essa declaração conjunta foi assinada por representantes da Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia, Nova Zelândia e, obviamente, o Reino Unido. Os ministros enfatizaram a necessidade de uma solução duradoura para o conflito, pois mesmo que isso aconteça logo, os impactos nos mercados, no crescimento e na inflação continuarão a ser sentidos. Além disso, os países se comprometeram a evitar políticas protecionistas, garantindo a estabilidade econômica e financeira.
O contexto dessa declaração é a recém-publicada diminuição das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento econômico global devido à guerra. O recrudescimento das hostilidades, a ampliação do conflito ou as perturbações no Estreito de Ormuz seriam grandes motivos de preocupação, tanto para a segurança energética quanto para as cadeias de suprimentos e a estabilidade econômica e financeira. Os países também expressaram preocupação com o aumento da dívida pública decorrente da pandemia de Covid-19 e da invasão da Ucrânia pela Rússia. Em resposta, os ministros das Finanças comprometeram-se a serem fiscalmente responsáveis com qualquer novo apoio para famílias e empresas que precisam de ajuda. Além disso, evitariam, e também pediam que todos os países evitassem, ações protecionistas como controles de exportação injustificados, estocagem, e outras barreiras comerciais, principalmente nas cadeias de suprimentos de hidrocarbonetos e em outras afetadas pela crise.
Os números relevantes são a redução das previsões do FMI para o crescimento econômico global após a guerra. Além disso, os impactos das ações protecionistas nas cadeias de suprimentos e a estabilidade econômica e financeira são considerados críticos. De acordo com os ministros das Finanças, mesmo que haja uma solução duradoura para o conflito logo, os impactos nos mercados, no crescimento e na inflação continuarão. Os representantes das 11 nações se comprometeram a serem fiscalmente responsáveis com qualquer novo apoio a quem precisa.

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