Agora apenas 25% do volume das stablecoins é uso real mostra estudo

Agora apenas 25% do volume das stablecoins é uso real mostra estudo

O mercado de criptomoedas tem conhecido recentemente o surgimento de uma classe de ativos conhecidos como stablecoins. Essas criptomoedas são projetadas para manter seu valor estvel, evitando assim as elevadas flutuações do mercado de criptomoedas convencionais. Apesar de sua estabilidade prometida, um estudo recente da Crystal Intelligence revelou que apenas um quarto do volume dessas stablecoins corresponde a uso real, ou seja, transferências de dinheiro entre usuários. Isso significa que a maior parte das transações feitas com essas criptomoedas está relacionada a operações internas do ecossistema de criptomoedas, como protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e provisão de liquidez. Por exemplo, o volume total das stablecoins foi de US$ 2,14 trilhões, mas apenas US$ 549 bilhões foram considerados uso genuíno. Isso deixa claro que o uso real dessas criptomoedas é muito menor do que o que aparece nas plataformas que monitoram movimentações.

O estudo também mostrou que a desconexão entre crescimento de oferta e utilização prática é uma tendência comum nas stablecoins. Por exemplo, o USDC, uma das maior stablecoins, expandiu sua oferta em US$ 426,7 milhões, mas registrou apenas 1,3% de participação orgânica, indicando que mais de 98% da sua atividade está relacionada a mecânicas de colateral, e não a pagamentos. Além disso, o levantamento apontou que o aumento do volume bruto nem sempre indica maior adoção. Em diversos casos, o crescimento foi acompanhado de queda na participação orgânica, o que sugere que a expansão vem sendo impulsionada por dinâmicas internas do mercado de criptomoedas, e não necessariamente por uso no mundo real. O estudo ainda destacou que o volume de transferências reais de dinheiro entre usuários é muito menor do que o que é reportado pelas plataformas que monitoram movimentações, o que pode ter implicações importantes para os investidores e os usuários do mercado de criptomoedas. A estabilidade prometida pelas stablecoins está longe de ser alcançada, e isso pode atrapalhar sua adoção como meio de pagamento.

A volatilidade desse mercado é um dos principais riscos associados às criptomoedas, e a desconexão entre crescimento de oferta e utilização prática pode agravar esse risco. Além disso, a ausência de regulamentação e supervisão adequadas pode contribuir para a instabilidade do mercado. Os investidores devem ter cuidado ao considerar a inclusão das criptomoedas em seu portfólio, pois o mercado está ainda em suas fases iniciais e enfrenta muitos desafios. O uso das criptomoedas em pagamentos pode ser limitado pela insegurança da tecnologia de blockchain, que é o pilar dos sistemas descentralizados de criptomoedas. A dificuldade de aplicar as regras do contrato por meio da tecnologia não permite que os clientes, os vendedores e os pagadores possam ter as suas necessidades atendidas com a segurança. A estabilidade das operações de pagamentos ainda depende dos protocolos de reorganização da blockchain, mas essa estabilidade não pode garantir a segurança das operações de pagamento.

Camillo Dantas

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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