Klabin entra em novo ciclo após mega investimento: gerar caixa e diminuir endividamento

Klabin entra em novo ciclo após mega investimento: gerar caixa e diminuir endividamento

A Klabin, a maior produtora de papéis para embalagens do país, está em um momento de virada após sete anos de investimentos sem precedentes. Com um total de R$ 21 bilhões investidos, a empresa chega à fase de colher os frutos de seu ciclo de expansão acelerada. A prioridade agora é gerar caixa e reduzir o endividamento, o que é especialmente importante após o período de crescimento frenético que incluiu a compra dos negócios de papéis da International Paper no Brasil, a instalação das novas máquinas do projeto Puma II e a integração dos ativos florestais da chilena Arauco, no Paraná.

Neste terceiro trimestre do ano, a dívida líquida da Klabin totalizou R$ 26,1 bilhões, com a alavancagem em 3,6 vezes o seu Ebitda, o que representa uma redução anual de 0,3 vez. É aqui que entra em cena Cristiano Teixeira, um dos pilotos dessa nova fase, que já está à frente da empresa desde 2011 e ocupa o cargo de CEO desde 2017. Sob a sua liderança, a Klabin embarcou em uma jornada para garantir a sustentabilidade financeira da empresa. E é justamente isso que Teixeira tem em mente ao focar nos objetivos financeiros, garantindo que a empresa possa continuar a crescer sem se perder no caminho.

A história da Klabin é um grande exemplo de resistência e adaptabilidade. Com mais de um século de experiência, a empresa iniciou suas operações em 1899, quando três irmãos e um primo, imigrantes judeus da Lituânia, abriram uma loja de artigos de escritório em São Paulo. Com o tempo, eles expandiram seu negócio e, poucos anos depois, arrendaram sua primeira fábrica de papel. Em 1909, eles ergueram sua própria planta industrial, apostando na urbanização acelerada da capital paulista e na crescente demanda por jornais, cadernos e material impresso.

O governo Vargas deu impulso à expansão da Klabin. Receberam incentivos fiscais para erguer o projeto Monte Alegre, no Paraná, que, por décadas, foi o maior complexo de papel e celulose do Brasil. Fora da frente de produção, os negócios se diversificaram. Foi a época em que nomes como Horácio Lafer e Wolff Klabin, da segunda geração, consolidaram o grupo e o levaram em novas frentes. Com a expansão da empresa, surgiram novos desafios. A Klabin buscou diversificar-se nos negócios. A compra de uma fábrica de azulejos falida foi um dos maiores investimentos da empresa. Com a experiência, os negócios ganharam maior diversidade.

Camillo Dantas

Camillo, redator apaixonado, especialista em criar conteúdos envolventes e impactantes para o site. Viaja e estuda incessantemente para produzir textos únicos, inspiradores e precisos.

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