Apple, Microsoft, Amazon… 5 dos BDRs das 7 Magníficas estão no negativo em 2025

É um massacre na bolsa americana. Enquanto o Ibovespa sobe 30% no ano, os BDRs das sete companhias mais valiosas dos EUA estão sentindo o peso da alta da moeda norte-americana. BDRs são como recibos de ações estrangeiras, negociados em reais pela bolsa brasileira. Eles refletem a variação das ações negociadas em Nova York, mas também estão influenciados pelo câmbio.
Um exemplo é a Alphabet, a empresa mãe do Google, que tem uma performance impressionante na bolsa americana, com uma alta de 50,1% no ano. No entanto, ao converter esse valor para reais, a alta é de apenas 26,4%. E o caso da Nvidia, que é a rainha da inteligência artificial, é ainda mais impressionante. Ela quebrou a barreira dos US$ 4 trilhões em valor de mercado em julho e até chegar lá, já vinha em alta. Agora, após um declínio de 12% (US$ 600 bilhões) nos últimos meses, ainda segue em alta de 35% no ano. Mas, se olharmos para as altas em reais, a performance é menos impressionante, com apenas 14,5%.
Mas a Nvidia não é a única que está abaixo das expectativas. O cenário é mais sombrio ainda, quando olhamos para os outros cinco BDRs das sete magníficas. A Microsoft está em alta de 17,1% em sua moeda natal, mas abaixo de 0,8% em reais. Já a Apple, que está abaixo de 10% nos últimos meses, está em queda e a Amazon, Meta e Tesla estão praticamente paradas. Mas por que isso está acontecendo? Uma parte da resposta está na percepção de que a bolsa americana está cara. Isso se pode medir olhando para o P/L (preço sobre lucro), que é o valor de mercado das empresas do índice dividido pelo lucro que elas propiciaram nos últimos 12 meses. E, infelizmente, a bolsa americana tem um P/L alarmante de 27,6, muito acima da média dos últimos 10 anos.
Porém, ao contrário, no Brasil, o Ibovespa tem um P/L muito mais razoável, de 8,6, bem abaixo da média dos últimos 20 anos. E isso não é só no Brasil. Em outros países emergentes, o cenário é igualmente sombrio. E a ironia? Eles estão recebendo mais dinheiro de fora, do que nunca. Talvez essa seja a maior ironia do momento.

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