Mesmo com sobra de energia renovável, o carvão ainda resiste no Brasil

Mesmo com sobra de energia renovável, o carvão ainda resiste no Brasil
Às vésperas da cúpula climática da COP30, o Brasil continua a ser um paradoxo ao fato de que suas fontes de energia renováveis, como o sol e a energia hidroelétrica, produzam mais de 80% da eletricidade do país, e, ainda assim, usinas a carvão continuem operando. A usina a carvão da Âmbar, controlada pelos irmãos bilionários Wesley e Joesley Batista, é uma das últimas do Brasil a voltar a funcionar após um investimento de milhões de reais, na cidade mineradora de Candiota, no Rio Grande do Sul.
Um investimento arriscado na era da transição energética
A Âmbar apostou que o carvão não morre tão fácilmente. Embora o Brasil seja um dos principais responsáveis pelo aquecimento global, graças à queima de carvão, a usina ainda consegue produzir energia. Isso ocorre, em grande parte, devido a contratos reguladores que garantem seu funcionamento. O contrato da usina de Candiota expirou no ano passado, mas ela voltou a operar no mercado de curto prazo. Além disso, a empresa foi poupada de uma grande crise quando o Congresso aprovou uma medida que garante contratos até 2040 para usinas a carvão.
O poder do lobby do carvão
O lobby do carvão é muito forte no Brasil, principalmente nos estados onde há mineração. Segundo especialistas, a falta de um plano de transição clara e a pressão de grupos de interesse impedem a descomissionamento das usinas a carvão. É preciso lembrar que o Brasil é capaz de produzir energia renovável a preços competitivos. Mesmo assim, a usina de Candiota continua a operar, ajudando a estabilizar o fornecimento de energia durante os horários de ponto e quando a geração solar e eólica diminui.
O governo brasileiro incentiva o carvão
O governo federal brasileiro incentivou o carvão a participar de um leilão de capacidade programado para março de 2026. O objetivo é reforçar a segurança energética ao contratar usinas, principalmente termelétricas, que possam ser ativadas rapidamente quando as fontes eólica e solar não estão funcionando ao máximo. Além disso, a medida pode beneficiar usinas como a de Candiota.
Cúpula climática e a pressão para que o Brasil mude
A cúpula climática da COP30, realizada recentemente, é uma boa oportunidade para o Brasil refletir sobre seu papel no aquecimento global. No entanto, a pressão para que o país mude sua política energética ainda é fraca. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, durante a cúpula, que a guerra na Ucrânia tenha levado à reabertura de minas de carvão. É preciso lembrar que a transição para uma energia renovável é necessária e possível.
A realidade das usinas a carvão no Brasil
A cidade de Candiota é um exemplo da realidade das usinas a carvão no Brasil. A usina da Âmbar continua a operar, apesar da pressão para que ela seja descomissionada. A falta de um plano de transição claro e a pressão de grupos de interesse são responsáveis por manter o carvão funcionando no país, mesmo em um momento em que as fontes renováveis estão ganhando força.
O futuro do carvão no Brasil
O futuro do carvão no Brasil é incerto. A transição para uma energia renovável é necessária e possível. No entanto, até que esse processo avançe, as usinas a carvão continuam a operar, produzindo energia e poluindo o meio ambiente. É preciso lembrar que a história do carvão no Brasil é uma história de resistência. Ainda é cedo para dizer se o carvão será substituído pelos combustíveis renováveis.

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