Ala do PSD de Pacheco indica voto favorável a Messias no STF

No dia 26 de novembro de 2025, uma ala do Partido Social Democrático (PSD) indicou voto favorável à indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Este apoio estratégico é crucial para o processo de indicação, pois o PSD é o maior partido no Senado Federal, com 15 assentos, e detém o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a votação deve ocorrer antes de prosseguir ao plenário.
O contexto institucional da situação é complexo. Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no STF. No entanto, o clima no Senado é hostil a Messias, tendo em vista que sua indicação contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre havia apontado a Lula sua preferência por Rodrigo Pacheco (MG), senador favorito para a vaga. Este senador, aliado ao PSD, havia sido sinalizado pelo governo como um dos principais candidatos a suceder Barroso.
A votação de Messias enfrenta desafios adicionais. Para ser aprovado, Messias precisa do voto de 41 senadores, maioria simples. No entanto, a situação atual é incerta, com alguns senadores indicando que se sentiram pressionados a votar contra o governo durante a votação secreta, onde cada parlamentar costuma ter uma conversa pessoal com o indicado. Além disso, a base do governo entende que deixar a análise para o STF favoreceria Messias, e o presidente Lula ainda não enviou oficialmente a indicação. Mesmo assim, a votação está marcada para o dia 10 de dezembro, dando tempo para Messias virar votos de senadores.
Outro fator a ser considerado é o apoio do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que não foi referenciado. Outra ala do partido, liderado pelo senador Eduardo Braga, também sinalizou que votaria a favor da indicação, mas reclamou que o governo não tem atuado como deveria para garantir a aprovação. Essa atenção pode, no entanto, dar-se devido a pressões e manobras políticas, o que ainda está em desenvolvimento.

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