O Irã estaria planejando usar golfinhos treinados para ataques kamikazes a embarcações americanas no Golfo Pérsico? Segundo o Secretário de Guerra dos EUA, Peter Hegseth, essa é uma possibilidade que não pode ser confirmada ou negada. Embora ele tenha brincado com a ideia, citando uma cena de uma comédia, deixou a pergunta no ar. O rumor parece ter sido alimentado por uma reportagem do The Wall Street Journal, que listou várias estratégias do Irã para fechar o Estreito de Ormuz, incluindo o uso de golfinhos treinados. Contudo, é preciso esclarecer os fatos e entender melhor a história por trás desse tipo de treinamento.
O treinamento de golfinhos para operações militares não é uma inovação, mas sim uma estratégia que tem sido utilizada por décadas. A Marinha dos EUA, por exemplo, investe no Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha desde os anos 1960, onde treina golfinhos-nariz-de-garrafa e leões-marinhos para detectar, localizar, marcar e recuperar objetos em portos, áreas costeiras e em mar aberto. Os golfinhos possuem o sonar natural mais sofisticado conhecido pela ciência, o que os torna úteis para encontrar minas e outros objetos em potencial em mar. Além disso, a NBC informou que o programa recebeu um financiamento anual de US$ 14 milhões por ano até 2020, com o respaldo financeiro do Pentágono.
Essa não é a primeira vez que o uso de golfinhos em operações militares é mencionado. A Guerra do Vietnã e a Guerra dos Petroleiros no Bahrein em 1987 são dois exemplos de situações em que esse tipo de treinamento foi utilizado. Além disso, uma notória foto do golfinho K-Dog saltando da água próximo ao sargento Andrew Garrett no Golfo Pérsico é um testemunho da história de uso militar de golfinhos. Nesta ocasião, o uso do golfinho teria sido apenas para fins de demonstração e não como arma, apesar disso, demonstra a presença de tecnologia e a evolução do conhecimento sobre animais marinhos.
É importante notar que, embora o Irã tenha sido acusado de utilizar golfinhos treinados, o Secretário de Guerra dos EUA não confirmou ou negou essa possibilidade. No entanto, é claro que a discussão sobre o uso de golfinhos em operações militares é uma realidade que tem sido explorada por várias nações ao longo da história.